sábado, 7 de março de 2015

UM APELO AOS EVANGELISTAS ITINERANTES

Já fui apaixonado por filmes de ação. Lembro-me dos dias da minha infância e adolescência em que não media esforços para assistir filmes de ação com meus amigos. Porém, mais do que a paixão pelos filmes era o desejo de ver os meus atores preferidos se unirem para gravarem um longa-metragem juntos. Como eu sonhava em ver meus heróis preferidos unidos e reunidos em um só filme! Não sei por que, mas eu tinha este tipo de desejo. Aliás, sempre me chamou a atenção quando o assunto é ver celebridades juntas, por exemplo, jogadores de futebol, cantores da musica sertaneja, atores de novelas e de filmes, enfim, isso ganha minha atenção. De certa maneira tive meu “sonho realizado”, pois não tem sido difícil ver estas cenas, vez por outras, sempre ou quase sempre os programas de TV estão mostrando o mundo das celebridades reunidas e, embora, os filmes de ação não me cativam mais, mas o filme “Os Mercenários” cumpriu o meu desejo de criança, pois grandes nomes dos filmes de ação protagonizaram o referido filme. Hoje tenho outro sonho! Não mais o de ver heróis do cinema num mesmo filme, mas o de ver os verdadeiros heróis do evangelho juntos e unidos pelo testemunho de Cristo. Tenho tido o privilegio de conhecer centenas de pregadores itinerantes Brasil a fora, mas infelizmente parece que predomina um espírito de concorrência e competição. Fico pensando: se na musica sertaneja os cantores se unem entre si e se ajudam mutuamente –, alguns deles até promovem os que estão começando na carreira. Se no futebol os jogadores organizam centros sociais para treinar meninos de ruas e favelas e fazem questão que estes sejam revelados no mundo do esporte, e, promovem campeonatos beneficentes para ajudarem instituições carentes. Se no mundo das celebridades os atores e as atrizes não se tratam como rivais, mas como parceiros. Por que no universo religioso/evangélico há esse abismo que nos separa uns dos outros? Não estou negando o fato de que no mundo dos jogadores, cantores, celebridades em geral há também muita disputa, concorrência e até brigas para abafarem uns aos outros. Há sim muita coisa ruim, mas parece-me que no nosso espaço (religioso/evangélico) é mais escancarado! Penso que essa ideologia de disputa e concorrência entre os evangelistas-pregadores-itinerantes, tem que acabar. Não há nada mais celebre e mais nobre do que o de assumir a tarefa de expor o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo disse: “somos dispenseiros dos mistérios de Deus e requer-se dos dispenseiros que cada um se ache fiel”. É exatamente este tipo de fidelidade que penso estar faltando entre os evangelistas de hoje, confiança na chamada e vocação do Mestre Jesus para ser anunciador da Boa Notícia. O verdadeiro evangelista precisa saber que ele não foi chamado para brilhar na passarela, nem tão pouco ser uma celebridade. Também não foi chamado para uma carreira de fama, mas sim para exercer o seu ministério como uma chamada ao sacrifício. “Sofre comigo as aflições como bom soldado de Jesus Cristo”. (II Timóteo 2.3). Logo, se não fomos chamados para uma disputa ou concorrência, se não somos artistas ou alguém de fama, o nosso caminho além da tarefa de anunciadores do Reino, é nos unir e sermos abençoadores uns dos outros, procurando a paz e tomando as dores uns dos outros no bom serviço do Rei. É preciso compreender que eu não fui chamado sozinho, não sou o único, não sou exclusivo, existem mais, aliás, milhares com a mesma incumbência. Deus falou a Elias: “não existe só você, tenho sete mil...” Se Pedro caísse no engano que ele seria o único líder, se Paulo acreditasse que ele era exclusivo, se Mateus, Marcos, Lucas ou ainda João achasse que eram os únicos a conhecerem alguma coisa a respeito de Jesus, não teríamos quatro evangelhos registrados na bíblia. Também não teríamos diversas cartas de Paulo, duas de Pedro, três de João e ainda o evangelho e o apocalipse, Tiago, Judas e tantos outros textos maravilhosos escritos para o nosso conhecimento e crescimento na fé hoje. Amados pregadores do evangelho, precisamos urgentemente nos unir. Dói-me muito saber que grandes evangelistas americanos que influenciaram uma geração inteira, sequer se conversam. Dói ainda mais saber que aqui no Brasil evangelistas que, inclusive, levaram uma geração inteira a pensar, no sentido de discutir e pregar o evangelho de forma mais coerente, mais pé no chão, mais reflexivo, mais racional, mal se cumprimentam hoje quando se encontram. Se os pregadores se unissem, fossem parceiros, fossem de fato amigos, acredito que teríamos outro cenário no mundo evangélico de hoje. Queria muito ver pregadores falando bem uns dos outros, indicando uns aos outros, elogiando uns aos outros. Não acho que somos competidores, não somos rivais, não estamos em uma disputa. Cada um tem seu espaço, somos parceiros com maneiras diferentes, estilos diferentes, mas parceiros, companheiros e afinal de contas todos lutamos pela mesma causa! Ou não? Dói-me saber que a maioria é egoísta. Eles não abrem espaço para ninguém. Alguns desdenham da amizade e do companheirismo. A não ser que seja por pura conveniência, a amizade é algo absolutamente distante e impossível. Outros são difamadores e caluniadores, como se tirar o outro de rota fosse a missão dele como pregador. Penso que aquele versículo da bíblia que diz: “os filhos das trevas são mais prudentes que os da luz” (Lucas 16.8) não precisa necessariamente cumprir em nós. É a bíblia quem diz, mas deveríamos nos esforçar para sermos os “mais prudentes”. Vamos torcer mais uns pelos outros. Vamos desejar o sucesso do outro como se fosse o nosso próprio. Que problema há em indicar um companheiro? Ele não vai tomar o teu lugar! Alguns negam falar bem de alguém sob a pretensa alegação: ah! Fulano me traiu! Eu indiquei, mas ele não me indica! Falei dele e desde então não me sobrou mais nada! Desculpe-me senhores (as), mas pura imaturidade. O Reino de Deus clama por homens e mulheres que se abandonem aos cuidados do Pai. Clama por evangelistas à semelhança dos de hebreus capitulo 11; “homens dos quais o mundo não era digno tê-los”. Clama por evangelistas que como soldado em campo de batalha ao ver o companheiro ferido não acaba de matar, mas o abraça, ampara e carrega nos ombros. Se esta geração de pregadores for de evangelistas que tem como objetivo principal “agradar Aquele que os alistou para guerra” com certeza, em Deus fará proezas. John Wesley, grande evangelista e teólogo cristão britânico, orou com as seguintes palavras: “Oh Deus, dar-me cem homens, que não temam outra coisa se não o pecado, que não amem ninguém mais do que a Deus e eu abalarei o mundo”.
Que Deus nos ajude!

Em Cristo, com carinho e respeito a todos os evangelistas itinerantes da nação brasileira.
Nilson Gomes

3 comentários:

  1. Meu nobre irmão Nilson Gomes, sou é sempre serei admirador e intercessor do vosso ministério, sempre tive essa mesma visão, e fico agradecido a Deus de poder estar lhe usando nessa mensagem, mas acredito piamente meu amigo que são poucos os que vão dar crédito e atenção para este texto, mas vamos em frente meu mano, estamos te aguardando aqui pra glorificar a Deus conosco em nossa humilde igreja no interior paranaense, um grande abraço a vc Dilaine, Nicolas e Éric , saudações em Cristo de seu amigo Pr. Neilson Silva !!!!

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